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3 resultado(s) para: Mariana Coelho Carvalho

Há relação entre desenvolvimento psicomotor e dificuldade de aprendizagem? Estudo comparativo de crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, dificuldade escolar e transtorno de aprendizagem

Mariana Coelho Carvalho; Sylvia Maria Ciasca; Sônia das Dores Rodrigues

Rev. Psicopedagogia 2015;32(99):293-301 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho psicomotor de crianças com transtorno de aprendizagem (TA), dificuldade escolar (DE) e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Especificamente, foi identificada a relação entre habilidades psicomotoras nos diferentes tipos de problemas com a aprendizagem.
MÉTODO: Foram avaliadas 25 crianças, de ambos os gêneros, com idade entre 7 e 11 anos de idade, com diagnóstico de TDAH (n=8), TA (n=6) e DE (n=11), avaliadas no DISAPRE/FCM/UNICAMP. A Escala de Desenvolvimento Motor (Rosa Neto, 2002) foi utilizada para avaliar motricidade fina, motricidade global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial e organização temporal.
RESULTADOS E CONCLUSÕES: Todas as crianças tiveram idade motora inferior à idade cronológica. Comparando as habilidades psicomotoras, constatou-se que o grupo com TDAH teve pior desempenho, porém diferença estatisticamente significativa foi encontrada apenas em esquema corporal (quando se comparou o grupo TDAH com o grupo com TA). As autoras chamam a atenção para a relação entre baixo desempenho em habilidades psicomotoras com problema de aprendizagem e ressaltam a necessidade de se inserir a educação psicomotora na escola, com o objetivo de se prevenir e minimizar problemas acadêmicos.

Desempenho de escolares em testes de atenção e funções executivas: estudo comparativo

Maria José Andrade; Mariana Coelho Carvalho; Rauni Jandé Roama Alves; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(101):123-132 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: Funções executivas e atenção constituem funções corticais importantes para o processo de aprendizagem e estão envolvidas com o desenvolvimento das habilidades escolares de leitura, escrita e cálculo, além de possibilitar o engajamento do indivíduo em ações do seu cotidiano.
OBJETIVO: O presente estudo buscou comparar o desempenho em funções executivas, atenção e desempenho acadêmico de crianças com e sem dificuldade de aprendizagem, de ambos os sexos, e faixa etária entre 10-11 anos, do quinto ano de uma escola pública.
MÉTODO: Participaram do estudo 27 crianças que foram avaliadas usando os instrumentos para a atenção: Teste de Cancelamento e Trail Making Test parte A; para as funções executivas; Trail Making Test – parte B, Stroop Color Word Test e Torre de Londres; para avaliação da capacidade intelectual: Matrizes Progressivas de Raven.
RESULTADOS E CONCLUSÃO: Os resultados encontrados indicam que crianças com queixas escolares apresentam desempenho inferior nos instrumentos que avaliam funções executivas e atenção quando comparadas a crianças sem dificuldades.

Perfil psicomotor de escolares com deficiência intelectual: Por que avaliar?

Sônia das Dores Rodrigues; Taciana Menezes Silva de Godoy; Mariana Coelho Carvalho; Marcia maria Toledo; Sylvia maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2018;35(106):14-26 - Artigo Original

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O interesse pela deficiência intelectual (DI) não é recente. Como resultado, há quantidade considerável de estudos que abordam diferentes aspectos do desenvolvimento de indivíduos com esse transtorno. Entretanto, pode se dizer que a investigação do perfil psicomotor de escolares que frequentam ensino fundamental é escassa.
OBJETIVOS: Avaliar o perfil psicomotor de escolares do ensino fundamental com diagnóstico de DI. Especificamente, foi analisado o perfil psicomotor em função das seguintes variáveis: a) frequência (ou não) em sala de recursos multifuncional (SRM); b) classificação da DI; c) idade; c) raça/cor; d) série escolar.
MÉTODO: Participaram do estudo 15 alunos de uma escola pública de uma cidade do interior do estado de São Paulo. Para avaliação do perfil psicomotor, foram utilizados os seguintes instrumentos: Teste de Proficiência Motora de Bruininks-Oseretsky (BOT-2), versão breve; Avaliação Psicomotora.
RESULTADOS: Os dados obtidos mostraram que a maioria dos sujeitos apresentou desempenho "muito abaixo do esperado" em todos os subtestes que compõem o BOT-2. Do mesmo modo, desempenho inferior à idade cronológica foi identificado na Avaliação Psicomotora. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos subtestes do BOT-2 quando se analisou frequência (ou não) em SRM, gênero e raça/cor. Contrariamente, melhor desempenho em algumas habilidades psicomotoras foi encontrado em função da idade, série escolar e classificação da DI.
CONCLUSÃO: As autoras discutem a relação entre desenvolvimento psicomotor e aprendizagem e chamam a atenção para a necessidade de se utilizar os pressupostos da Psicomotricidade no contexto escolar, principalmente na SRM. Com isso, pode-se auxiliar as crianças com deficiência intelectual a maximizar as suas potencialidades e, como resultado, possibilitar melhora no seu desenvolvimento global (cognitivo, afetivo, social).