Artigos do Autor

7 resultado(s) para: Maria de Lourdes Merighi Tabaquim

Transtornos da aprendizagem não-verbal

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):358-364 - Artigo Especial

Resumo PDF Português

Os transtornos de aprendizagem são alterações no sistema nervoso central, em crianças com inteligência normal, sem alterações sensoriais, com qualidade de vida adequada e métodos de ensino apropriados. O transtorno de aprendizagem não-verbal é uma alteração específica no funcionamento do sistema nervoso, caracterizada por prejuízos marcantes no raciocínio matemático, na cognição visoespacial, coordenação motora, percepção sensorial e nas habilidades sociais. Estudos recentes apontam para alterações na substância branca nas conexões córtico-corticais do hemisfério direito, relacionadas ao comprometimento de funções implicadas no transtorno. Porém, o diagnóstico é essencialmente clínico, identificado pela presença de uma série de critérios, marcados pela discrepância de habilidades verbais e não-verbais, com déficits de ordem primária, secundária e terciária, que acometem os domínios da cognição e interferem no aprendizado. Frequentemente, crianças com o transtorno de aprendizagem não-verbal se amparam nas habilidades verbais preservadas para, compensatoriamente, lidarem com as dificuldades inerentes à condição.

Habilidades cognitivas de escolares do ensino público e privado: estudo comparativo de pré-competências para a aprendizagem acadêmica

Fabiana Ribas Ferreira; Maria de Lourdes Merighi Tabaquim

Rev. Psicopedagogia 2017;34(104):126-136 - Artigo Original

Resumo PDF Português

O estudo sobre o diferencial de desempenho cognitivo de alunos de escolas públicas e privadas possibilita contribuir para a elaboração de políticas que promovam a melhoria da qualidade da educação. Ao longo dos últimos anos, a qualidade do desempenho vem decaindo, sendo atribuído tanto à instituição de ensino quanto à ineficiência do próprio estudante. As diferenças socioeconômicas e dos recursos cognitivos entre os alunos são ainda parcialmente aceitas e constituem um forte impacto no conservadorismo dos sistemas educacionais. O objetivo deste estudo foi comparar as pré-competências cognitivas para a alfabetização de escolares do ensino público e privado, com e sem fissura labiopalatina. A amostra foi composta por 66 alunos, de 4 a 7 anos de idade, ambos os sexos, matriculados no ensino infantil ou no 1º ano do fundamental, organizados em três grupos: G1, por crianças com fissura transforame, sendo 15 de escolas públicas e 5 de particulares; G2, por crianças com fissura pós-forame, sendo 14 de escolas públicas e 6 de particulares; e G3, por crianças sem anomalias craniofaciais ou outras alterações de desenvolvimento, sendo 13 de escola pública e 13 de privada. Os instrumentos utilizados foram o Teste de Habilidades e Conhecimento Pré-Alfabetização, a Escala de Maturidade Mental Columbia, Figuras Complexas de Rey e o Protocolo Demográfico Socioeconômico. Os resultados indicaram que os alunos das escolas públicas, independentemente do grupo, tiveram desempenhos mais rebaixados nas pré-competências cognitivas, e que as condições socioeconômicas desfavoráveis, associadas às limitadas oportunidades socioculturais, foram fatores indicativos de risco para o baixo desempenho evidenciado.

Habilidades cognitivas e competências prévias para aprendizagem de leitura e escrita de pré-escolares com fissura labiopalatina

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Laiza Oliveira Vilela; Évelyn Raquel Benati

Rev. Psicopedagogia 2016;33(100):28-36 - Artigo Original

Resumo PDF Português

No Brasil, cerca de 1:650 nascidos vivos são afetados pela fissura labiopalatina (FLP), malformação craniofacial que decorre de condições multifatoriais, de caráter genético e ambiental. Como o desenvolvimento humano decorre de influências mútuas entre os aspectos cognitivo, emocional e corporal, uma alteração em algum deles pode refletir nos demais. Este estudo teve como objetivo geral caracterizar o desempenho cognitivo de crianças com fissura labiopalatina em fase de pré-alfabetização. Os objetivos específicos foram: relacionar o desempenho cognitivo com o nível intelectual; classificar os níveis de maturidade perceptiva auditiva e visual, esquema corporal, orientação espaço-temporal, e de linguagem oral (compreensão oral, consciência fonológica e expressão oral). Para isso, foram avaliadas 25 crianças com fissura labiopalatina, entre cinco e seis anos e onze meses, por meio dos seguintes instrumentos: Teste R -2; e Bateria de avaliação de pré-competências para o início da leitura e escrita - BACLE. Os resultados evidenciaram que 92% do grupo avaliado, apesar de possuírem um bom desempenho intelectual, demonstraram dificuldades em áreas específicas do desenvolvimento, principalmente em fundapercepção auditiva e linguagem, corroborando com achados da literatura nacional e internacional e indicando a correlação de que, quanto melhor o desempenho cognitivo, melhor a capacidade de representação mental de si mesmo. O estudo, baseado nas evidências, concluiu que as crianças com fissura labiopalatina apresentam defasagens em funções cognitivas que são fundamentais para o domínio das habilidades de leitura e escrita, com risco para o baixo desempenho nessas atividades acadêmicas.

Identificação das competências necessárias para a aprendizagem de leitura e escrita de crianças com fissura labiopalatinas: estudo comparativo

Shaday Prudenciatti; Rafael Silva Pereira; Maria de Lourdes Merighi Tabaquim

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):262-271 - Artigo Original

Resumo PDF Português

O objetivo do estudo foi identificar as competências para a aprendizagem da leitura e escrita de crianças com fissura labiopalatina, caracterizando as funções perceptivas, do esquema corporal, da orientação espaço temporal, do desenvolvimento motor, da linguagem compreensiva e expressiva e do nível intelectual e comparar os desempenhos dos grupos. Participaram 120 crianças, de ambos os sexos, de 5 e 6 anos, cursando o Jardim II e o 1º anos do Ensino Fundamental, compondo dois grupos: G1, como grupo alvo, formado por 60 crianças com fissura labiopalatina; e G2, como grupo controle, formado por 60 crianças. Na coleta de dados foram utilizados os instrumentos: Matrizes Progressivas Coloridas de Raven e Bateria de Avaliação de Competências Iniciais para a Leitura e Escrita. Quando comparados os desempenhos do G1 e G2, verificou-se diferença estatística nas funções intelectuais (p=0,019) e no esquema corporal (p=0,036). Os participantes com fissura pré-forame tiveram desempenhos mais rebaixos, indicando diferencial fenotípico dessa população. A ausência de desempenhos por excelência no G2 foi sugestivo de interferências ambientais, cujos alunos eram de região de baixo poder aquisitivo e cultural. O estudo concluiu que, a amostra estratificada de participantes com fissura labiopalatina, comparada ao grupo sem a mesma condição, com déficits no domínio de competências necessárias à aquisição da leitura e escrita, foi indicativa de imaturidade cognitiva, fator este capaz de interferir na eficiência do processo de alfabetização.

Avaliação neuropsicológica de sujeitos com lesão cerebral: uma revisão bibliográfica

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Marlene Peres de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):149-156 - Artigo de Revisão

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Este artigo tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica de avaliações neuropsicológicas de crianças e adolescentes com lesão cerebral, diagnosticados com paralisia cerebral e traumatismo cranioencefálico, no período de janeiro de 2006 a outubro de 2011.
MÉTODO: Na investigação, foram empregadas as bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Medline/PubMed (National Library of Medicine, Institutes of Health) e SciELO (Scientific Eletronic Library Online).
RESULTADOS: Foram identificados 28 estudos, sendo 26 artigos internacionais e 2 nacionais, sendo 4 sobre paralisia cerebral e 24 de traumatismo cranioencefálico. Os resultados demonstraram que a avaliação neuropsicológica é frequentemente empregada para a identificação de desempenhos e sequelas comportamentais decorrentes, em crianças e adolescentes pós-insulto, tendo foco na compreensão sobre a inteligência, nas funções executivas, memória, atenção, linguagem e habilidades sociais. Os instrumentos neuropsicológicos mais empregados foram o WISC-III e IV, WPPIS, Trail Making Test e Teste de Fluência Verbal.
CONCLUSÃO: A quantificação de publicações no período investigado relacionadas à avaliação neuropsicológica com a população de lesionados cerebrais mostrou-se incipiente, mesmo considerando a sua relevância sobre as condições evolutivas e nas proposições interventivas educativas.

Avaliação neuropsicológica de sujeitos com lesão cerebral: uma revisão bibliográfica

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Marlene Peres de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2012;29(89):236-243 - Artigo de Revisão

Resumo PDF Português

Este artigo tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica de avaliações neuropsicológicas de crianças e adolescentes com lesão cerebral, diagnosticados com paralisia cerebral e traumatismo cranioencefálico, no período de janeiro de 2006 a outubro de 2011. Na investigação, empregou-se as bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), PubMed (US National Library of Medicine) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). Foram identificados 28 estudos, sendo 26 artigos internacionais e 2 nacionais, sendo 4 sobre paralisia cerebral e 24 de traumatismo cranioencefálico. Os resultados demonstraram que a avaliação neuropsicológica é frequentemente empregada para a identificação de desempenhos e sequelas comportamentais decorrentes, em crianças e adolescentes pós-insulto, tendo foco na compreensão sobre a inteligência, nas funções executivas, memória, atenção, linguagem e habilidades sociais. Os instrumentos neuropsicológicos mais empregados foram WISC-III e IV, WPPIS, Trail Making Test e Teste de Fluência Verbal. A quantificação de publicações no período investigado, relacionadas à avaliação neuropsicológica com a população de lesionados cerebrais, mostrou-se incipiente, mesmo considerando a sua relevância sobre as condições evolutivas e nas proposições interventivas educativas.

Autoeficácia de cuidadores de crianças com o transtorno do espectro autista

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Roberta Gelain de Souza Vieira; Ana Paula Ribeiro Razera; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2015;32(99):285-292 - Artigo Original

Resumo PDF Português

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um transtorno global do desenvolvimento, com características graves e comprometedoras. A sobrecarga materna é apontada por diversos autores como sendo uma consequência da própria condição da criança, a qual implica em uma dependência intensa e constante do portador em relação à sua mãe. O objetivo deste estudo foi identificar a relação do padrão de independência da criança com TEA e o nível de autoeficácia do seu cuidador. Participaram do estudo 13 cuidadores, sendo 15,4% do sexo masculino e 84,6% do sexo feminino. Para a coleta de dados foram utilizados dois protocolos: Escala de Percepção de Autoeficácia e Índice de Katz de Atividades de Vida Diária. Os resultados demonstraram que os cuidadores possuíam um bom índice de Autoeficácia, com ausência de sobrecarga do cuidador (M=40,3). As pontuações no Índice de Katz (M=11,3) evidenciaram 3 crianças dependentes, 4 que necessitavam de ajuda e 6 independentes. O estudo apontou para a ausência de correlação do nível de dependência da criança com TEA e da percepção de autoeficácia do cuidador, sugerindo limitação e particularidade da amostra, cujos cuidadores se manifestaram com disponibilidade prática e afetiva, para atender às demandas da criança, minimizando o impacto decorrente.