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4 resultado(s) para: Maria Amelia Almeida

Perfil cognitivo de crianças pequenas com e sem atraso de desenvolvimento*

Andréa Carla Machado; Maria Amelia Almeida

Rev. Psicopedagogia 2017;34(103):45-52 - Artigo Original

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O atraso no desenvolvimento pode acarretar para as crianças pequenas sérios problemas ao longo da vida. Assim, a estimulação e intervenção precoce ressaltam a importância do trabalho das funções cognitivas necessárias para o desenvolvimento e a aprendizagem. Essa pesquisa pretendeu descrever o perfil cognitivo de crianças pequenas com e sem atraso de desenvolvimento participantes de um programa de intervenção precoce. Participaram 48 crianças de 3 a 5 anos de idade (M=0,248) e (DP=4,39) de ambos os sexos (46,26% masculino e 53,74% masculino), pertencentes a duas escolas municipais de educação infantil de uma cidade do interior paulista. Foram aplicados o Perfil Psicoeducacional Revisado (PEP-R) e o Teste de Trilha para pré-escolares (TT-P) versão infantil. Os resultados revelaram que as crianças apresentaram perfil semelhantes entre os grupos divididos por idade e nível de desenvolvimento. Assim, os dados indicaram que é importante uma programação em relação às variáveis citadas para a construção de programas de intervenção precoce, pois torna-se necessário saber o que é esperado para cada faixa etária levando em consideração tarefas da área cognitiva aqui estudada e, assim, consequentemente, atuar na prevenção e promoção da saúde, educação e do desenvolvimento infantil.

O modelo RTI - Resposta à intervenção como proposta inclusiva para escolares com dificuldades em leitura e escrita

Andréa Carla Machado; Maria Amelia Almeida

Rev. Psicopedagogia 2014;31(95):130-143 - Artigo Original

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OBJETIVO: A presente pesquisa objetivou verificar a eficácia de um programa baseado no modelo de RTI - Resposta à intervenção para escolares com dificuldade de leitura e escrita.
MÉTODO:
Participaram do estudo 14 escolares, sendo 30% do gênero feminino e 70% do gênero masculino, com média de idade de 9,07 ± 0,65 anos de idade, oriundos de sala de aula regular de 3º (50%) e 4º (50%) anos do Ensino Fundamental I pertencentes a duas escolas públicas municipais de uma cidade do interior do Estado de São Paulo. A pesquisa quase experimental abarcou o delineamento de grupo sob seu próprio controle com etapas: pré-ensino-pós-seguimento. Foram utilizados dois instrumentos: Teste de Desempenho Escolar (TDE) para composição da amostra e, PROLEC - Provas de avaliação dos processos da leitura, com 14 tarefas no total.
RESULTADOS: Os resultados obtidos foram analisados pelo teste estatístico Teste de Kendall para identificar quais momentos de observação diferem-se dos demais, quando comparados par a par. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significantes na maioria dos pares de variáveis das tarefas analisadas, o que evidencia o ensino de leitura por meio de instruções específicas e vinculadas ao entendimento do princípio alfabético, os escolares com dificuldades em leitura e escrita precisam conhecer o mecanismo do sistema do português, considerando tarefas de identificação letra-som à compreensão de texto.
CONCLUSÃO: É importante o investimento em programas que auxiliam tanto o professor, quanto o escolar com dificuldades.

Identificação do desempenho acadêmico e comportamental de crianças com dificuldade de aprendizagem para participação em um programa de consultoria

Andréa Carla Machado; Maria Amelia Almeida

Rev. Psicopedagogia 2013;30(91):21-30 - Artigo Original

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A consultoria colaborativa configura-se como um modelo de colaboração entre o professor regente e profissional da educação especial, onde nessa parceria promove assistência aos professores do ensino regular e serviços indiretos para os alunos com necessidades. Nessa perspectiva, as dificuldades acentuadas de aprendizagem relacionadas a leitura, escrita e matemática têm sido de grande interesse para a Educação Especial, pois problemas nessa área podem afetar a inclusão social e, consequentemente, produzir impacto negativo no aluno e no seu comportamento. Nessa direção, a consultoria colaborativa torna-se relevante para auxiliar nesse processo. Assim, o presente estudo objetivou identificar o desempenho acadêmico e comportamental de crianças com dificuldade de aprendizagem para participação em um programa de consultoria colaborativa. Participaram desse estudo quatro crianças pertencentes ao quinto ano do ensino fundamental, de ambos os gêneros, com média de 10 anos de idade (DP = 0,52), com dificuldade de aprendizagem, bem como de comportamento, pertencentes à escola pública municipal de uma cidade do interior paulista. Para verificar o desempenho das crianças foram utilizados os instrumentos: Teste do Desempenho Escolar (TDE) e Escala de avaliação do comportamento infantil para o professor (EACI-P). Os dados foram analisados de acordo com os critérios específicos de cada instrumento e aplicada análise descritiva. Os resultados evidenciaram que as crianças apresentaram resultados no desempenho escolar aquém para sua faixa etária e escolaridade, e também obtiveram escores anormais nas variáveis referentes ao comportamento. Tais resultados demonstraram que é necessário o investimento em protocolos de identificação tanto para o desempenho acadêmico como para os comportamentos observados em sala de aula, pois ambas as variáveis estão presentes no processo de aprendizagem. Dessa forma, as crianças compuseram o quadro de alunos que participaram do programa de consultoria colaborativa.

Colaboração escolar na perspectiva da educação inclusiva americana

Andréa Carla Machado; Cindy Vail; Maria Amelia Almeida

Rev. Psicopedagogia 2015;32(97):72-83 - Artigo Original

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A presente pesquisa objetivou observar, sistematicamente, intervenções realizadas pelos professores regular e especial em instituições escolares americanas. Participaram da pesquisa quinze professores de quatro escolas, uma rural e três urbanas na cidade de Athens, Estado da Georgia, nos Estados Unidos. Foram utilizados para coleta de dados quatro instrumentos que versaram sobre roteiros observacionais. Os dados foram analisados de acordo com critérios estabelecidos, descritos e postos em discussão. Os resultados foram consistentes para concluir que: as observações realizadas nas salas de aulas se mostraram importantes para verificar a forma de desenvolvimento da colaboração dos professores perante os alunos com necessidades especiais. Da mesma forma, os atendimentos especializados e os programas de avaliação e monitoramento desenvolvidos pelos professores em sala de aula forneceram subsídios para a construção de parâmetros consistentes de atendimentos, que poderão ser utilizados como recurso para montagem de programas de consultoria colaborativa em pesquisas futuras na realidade brasileira.