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Avaliação psicopedagógica de criança com alterações no desenvolvimento: relato de experiência

Leila Santos Batista; Bárbara Gonçalves; Márcia Siqueira de Andrade

Rev. Psicopedagogia 2015;32(99):326-335 - Relato de Experiência

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OBJETIVO: Apresentar relato de avaliação psicopedagógica de criança com queixa de alterações no desenvolvimento. O caso relatado é o de menino, 9 anos de idade, atendido em clínica-escola de instituição da grande São Paulo. O relatório médico reportou alterações no desenvolvimento, especificamente atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, desatenção e dificuldade de aprendizado, com diagnóstico de transtorno específico misto do desenvolvimento e outro transtorno comportamental e emocional especificado com início habitualmente na infância ou adolescência (F83 e F98-8).
MÉTODO: O relato foi elaborado a partir da descrição do protocolo utilizado para avaliação, que constou de oito sessões em que foram aplicados os instrumentos: Desenho da Família, Desenho da Família Cinética, Desenho do Par Educativo, Hora do Jogo Diagnóstica, Sondagem da escrita e Provas Piagetianas.
RESULTADOS: A avaliação psicopedagógica indicou atraso na aprendizagem da escrita, no desenvolvimento cognitivo, além de dificuldades de coordenação motora, interação e comunicação. Verificou-se vínculo saudável com o objeto de conhecimento, percepção saudável da estrutura familiar, ausência de vínculo entre os membros da família, e vínculo comprometido com o ensinante.
CONCLUSÃO: A avaliação psicopedagógica permitiu uma análise abrangente do sujeito e de sua aprendizagem, e sugestões de encaminhamento baseadas nos resultados alcançados.

Educação infantil e desempenho cognitivo e socioemocional

Ágata Almeida; Ana Paula Prust; Grace Zauza; Leila Santos Batista; Alessandra Gotuzo Seabra; Natália Martins Dias

Rev. Psicopedagogia 2018;35(108):281-295 - Artigo Original

Resumo PDF Português

O estudo investigou a relação entre tempo de escolarização (em meses) e desempenho em medidas cognitivas e de habilidades socioemocionais. Participaram 125 crianças (M=5,57; DP=0,53), 55 de Pré-II e 70 de 1º ano de escolas públicas, avaliadas em raciocínio não verbal, vocabulário, atenção e funções executivas. Pais preencheram questionário de informações e o SDQ, utilizado como índice de habilidades socioemocionais. Houve grande variabilidade no tempo de escolarização. Houve efeito do nível escolar, porém não de variáveis socioeconômicas, sobre o desempenho das crianças. Apenas três correlações foram evidenciadas entre tempo de escolarização e desempenho, sendo que duas apontaram que crianças com maior tempo de escolarização possuem piores resultados. A qualidade da Educação Infantil é discutida como elemento explicativo destes achados, reforçando discussões atuais de que currículos escolares devem ser baseados em evidências científicas.