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7 resultado(s) para: Laura Monte Serrat Barbosa

A Epistemologia da Psicopedagogia: reconhecendo seu fundamento, seu valor social e seu campo de ação. Comemorando os 15 anos da ABPp - Paraná Sul, 2006

Laura Monte Serrat Barbosa

Rev. Psicopedagogia 2007;24(73):90-100 - Ponto de Vista

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Este é um estudo que buscou reflexões a partir das produções científicas divulgadas em alguns exemplares da Revista Psicopedagogia - nos últimos seis anos - dos temas propostos nos últimos três congressos brasileiros da ABPp, dos boletins informativos de algumas das Seções da ABPp e da experiência psicopedagógica discutida por um grupo de psicopedagogas de Curitiba, o qual se reuniu, em 2003, para pensar sobre o tema Epistemologia da Psicopedagogia. Apesar da Psicopedagogia ainda não possuir estatuto de ciência, pensar sobre a sua epistemologia é possível se considerarmos que esta refere-se ao estudo dos fundamentos, do valor social e do campo de ação de uma área do conhecimento. Os fundamentos mostrados no texto propõem ao leitor uma reflexão sobre o paradigma de conjunção que a filosofia atual coloca; sobre as pesquisas científicas que mostram um caminho na direção da despatologização da aprendizagem; sobre as práticas diferenciadas nas quais se busca a realização dos novos discursos. Termina-se o texto com questionamentos importantes à classe profissional dos psicopedagogos, no sentido de realizar uma crítica construtiva à práxis psicopedagógica atual.

Dificuldades de aprendizagem: dislexia e disgrafia na era da informação

Laura Monte Serrat Barbosa

Rev. Psicopedagogia 2005;22(69):230-242 - Artigo de Revisão

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A dislexia e a disgrafia, na visão da Epistemologia Convergente, de Jorge Visca, não são resultados diagnósticos, e sim unidades de análise, em três níveis: semiológico, que analisa o sintoma; patogênico, que investiga os mecanismos que provocam o aparecimento do sintoma; e etiológico, que analisa a dimensão histórica da dificuldade para ler ou escrever. Essa forma de avaliar as dificuldades de leitura e escrita considera também os aspectos da cultura que, nos dias atuais, caracterizam-se pela informação. A forma de processar e transmitir a informação obedece a paradigmas de uma visão neomecanicista que promovem, na linguagem escrita, uma série de modificações, inclusive uma pouca preocupação com os aspectos formais da língua. Pode-se dizer que os sintomas, antes considerados dificuldades específicas de aprendizagem da linguagem, hoje aparecem no processo de aprendizagem de um grande número de aprendizes. É preciso uma avaliação cuidadosa para distinguir um quadro de transtornos na leitura e escrita dos leitores e escritores produzidos pela cultura digital.

Psicopedagogia em grupo, no grupo e com o grupo: para além da patologização

Laura Monte Serrat Barbosa

Rev. Psicopedagogia 2009;26(80):325-336 - Artigo Especial

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Com o intuito de superar a "Sovivência" instalada no mundo, é preciso promover a "Convivência", semeando "grupalidade" por onde caminhamos. O espírito do grupo visa transcender a dimensão individual, oportunizar a percepção e a vivência de todos como parte de um todo, como representantes desse todo e, ao mesmo tempo, como sujeitos. Quando pessoas agrupam-se, não se caracterizam como um grupo apenas por esse fato. Agrupar-se é o primeiro passo; porém, para chegar-se à vida grupal, o caminho é longo; é necessário fazer articulações para que as características pessoais possam, como a exemplo de uma orquestra, harmonizar-se para realizar a tarefa que é grupal. Numa Psicopedagogia em grupo, no grupo e com o grupo, objetiva-se proporcionar aos aprendizes aprender a pensar, a tecer juntos o conhecimento, ampliando a aprendizagem para além da dimensão individual. Aprender em grupo supõe troca de experiências, de idéias, de sentimentos e, sobretudo, mudanças internas e externas, pessoais e conjuntas; aprender no grupo supõe aprender a vincular-se, passando pelos momentos de confusão, de dissociação e de integração, ou seja, aprender no grupo o que é grupo e o que se faz em grupo; aprender com o grupo leva-nos a aprendizagens de novos conhecimentos e de novas formas de abordar a tarefa, subjetiva e objetiva, que passam a fazer parte de nós. Nesse artigo, mostra-se a aventura de viver o grupo, coordená-lo, observá-lo e provocá-lo para que possamos aprender a conviver e a construir conhecimentos em conjunto.

Avaliação psicopedagógica – a leitura e a compreensão de textos como instrumentos de aprender

Laura Monte Serrat Barbosa

Rev. Psicopedagogia 2017;34(104):196-2015 - Relato de Experiência

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Este texto tem como objetivo mostrar que é possível modificar o foco da avaliação de um aprendiz que, por algum motivo, não corresponde aos critérios de avaliação da sociedade. Ao avaliar a aprendizagem, em vez de levantar dificuldades, é possível compreender o funcionamento de quem aprende para que possa tomar consciência de sua forma de aprender e desenvolver estratégias para superar dificuldades. Apresenta-se um dos trabalhos desenvolvidos em quase duas décadas, na Síntese – Centro de Estudos da Aprendizagem, a respeito da avaliação da leitura, utilizando um instrumento que foi construído por sua equipe de psicopedagogas, a partir do trabalho iniciado na década de 1990 por Geraldine Franco de Oliveira Miraglia. O instrumento criado e aperfeiçoado nesse período denomina-se Quebra-Cabeça de Texto e tem como uma de suas principais finalidades a reconstrução de um texto, observando-se indicadores linguísticos e, sobretudo, uma conversa com o aprendiz para entender como chegou àquele resultado, suas facilidades e dificuldades e o que compreendeu do texto. Trata-se de colocar o aprendiz em situação de leitura e observá-lo no desempenho da tarefa. O texto propõe a observação de critérios para análise do processo de leitura e a forma de organizar o material, para que essa forma de avaliar não artificialize o processo de leitura do aprendiz.

Por que arte e aprendizagem? Por que aprendizagem e arte? Por que arte na formação do psicopedagogo?

Laura Monte Serrat Barbosa

Rev. Psicopedagogia 2019;36(110):246-255 - Relato de Experiência

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Neste texto, mostra-se o resultado de estudos e vivências a respeito do sistema simbólico e do processo de aprender, assim como do aprofundamento do papel da aprendizagem e da arte no desenvolvimento humano, apoiando-se na elaboração sobre a Aprendizagem Inventiva, proposta por Virgínia Kastrup. Destaca-se a necessidade de avançar na conceituação de aprendizagem como adaptação e propor a aprendizagem como invenção. Sendo assim, a cada momento, aprendizagem e arte deparam-se com o desconhecido e exigem do sujeito a lida com o inusitado, a invenção e a solução de problemas. Além disso, propõe-se a introdução da arte na formação do psicopedagogo, visando à apuração do olhar e da escuta, necessários para a observação e a intervenção psicopedagógicas. Apresenta-se, pois, um recorte de formação continuada realizada por meio do Grupo de Estudos Refletir, na qual os psicopedagogos estudam textos sobre o tema, ao mesmo tempo em que vivenciam a arte e pensam formas de intervenção junto aos seus aprendizes.

O grito da professora: do implícito ao explícito

Evelise Maria Labatut Portilho; Laura Monte Serrat Barbosa

Rev. Psicopedagogia 2009;26(79):12-22 - Artigo Especial

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Neste trabalho, faz-se um recorte da pesquisa Aprendizagem e Conhecimento na Formação Docente, que foi realizada numa Rede Municipal de Ensino do Estado do Paraná, nas turmas da 1ª etapa do 1º ciclo do Ensino Fundamental. O objetivo do presente estudo é entender o que se encontra implícito na dinâmica e na temática do ambiente educativo, mais especificamente da sala de aula. Buscou-se observar as estratégias utilizadas pela professora, a conduta dos alunos diante dessas estratégias e a identificação do estilo de ensinar. A tendência tradicional, presente nas estratégias e no estilo de ensinar da grande maioria das professoras, parece não ser uma escolha, e sim falta de oportunidade de fazer reflexões sobre a prática educativa e de praticar as conclusões de tais reflexões. Mais do que realizar uma crítica às inadequações observadas, a intenção é de compreendê-las como um pedido de ajuda da professora.

Estudo sobre o sistema simbólico com foco no desenho – a construção de um olhar avaliativo

Laura Monte Serrat Barbosa; Carolina Koschnitzke Horst; Cristiane Corina Antunes; Dyane da Silva; Eugênia Chaves de Souza Pelogia; Ivonilce de Fatima Rigolin Gallo; Larissa Maria Volcov Alves; Roberta Aparecida Uceda; Tauani Vieira

Rev. Psicopedagogia 2019;36(109):96-108 - Relato de Experiência

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Nesta pesquisa, buscou-se compreender a concepção de desenho que as crianças possuem, o momento conceitual em que se encontram, as relações que fazem com outros sistemas: afetivo, motor e operativo, assim como sua forma de desenhar. O Grupo de Estudos criou um instrumento avaliativo apoiado na pesquisa de Rosa Iavelberg e escolheu como elementos de análise dos desenhos: o desenvolvimento cognitivo, o código utilizado para desenhar, a construção da imagem, a vinculação afetiva com as situações de aprendizagem. Nesta pesquisa, procurou-se responder à seguinte pergunta: Os elementos de análise observados na produção desenhada pela criança dialogam com o conceito que ela tem sobre o desenho ação, o desenho imaginação, o desenho apropriação, o desenho proposição?