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2 resultado(s) para: Fernanda Caroline Pinto da Silva

Relações entre as funções executivas, fluência e compreensão leitora em escolares com dificuldades de aprendizagem

Evelyn Budal Porto Bovo; Ricardo Franco de Lima; Fernanda Caroline Pinto da Silva; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):272-282 - Artigo Original

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O objetivo da presente pesquisa foi investigar as relações entre as funções executivas (FEs) e o desempenho em fluência e compreensão de leitura de escolares com dificuldades de aprendizagem. Participaram do estudo 29 estudantes, sendo 20 meninos e 9 meninas, cursando do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental, idade média de 11,79 (DP = 2,23), selecionados entre os pacientes que passaram por avaliação neuropsicológica no Ambulatório de Neuro-Dificuldades de Aprendizagem do Hospital de Clinicas (UNICAMP) e no Centro de Investigação da Atenção e Aprendizagem (CIAPRE). Foram utilizados os instrumentos: indice de memória operacional, subteste de digitos (ordem indireta), subteste sequência números e letras, cubos de corsi, teste das trilhas, teste cor-palavra de Stroop, teste de fluência verbal, torre de Londres, texto "A coisa" e teste de Cloze. Os dados foram analisados por meio do SPSS 21.0. Os resultados demonstraram correlações significativas entre os escores dos instrumentos variando de moderada a alta. As maiores correlações do desempenho em compreensão de leitura ocorreram com o controle inibitório, a memória operacional e a fluência verbal. É possível inferir que as FEs contribuem com os aspectos estratégicos e metacognitivos da leitura, sendo que estudos posteriores podem investigar o valor preditivo das FEs para a compreensão.

Expectativa de profissionais da saúde e de psicopedagogos sobre aprendizagem e inclusão escolar de indivíduos com transtorno do espectro autista

Caroline de Carvalho Pereira de Campos; Fernanda Caroline Pinto da Silva; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2018;35(106):3-13 - Artigo Original

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Esse estudo teve o objetivo de analisar a expectativa dos profissionais da saúde e de psicopedagogos sobre aprendizagem e inclusão escolar de indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA). Participaram 33 profissionais com atuação na interface entre saúde e educação, atuantes na região metropolitana de Campinas-SP Os dados foram coletados por meio de entrevistas semidirigidas, as quais foram audiogravadas, transcritas e submetidas à análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que, sob a perspectiva dos profissionais, indivíduos com TEA são capazes de aprender, porém em modo e ritmo diferentes. Para o bom desenvolvimento desses indivíduos e para o sucesso da inclusão escolar dos mesmos, o trabalho interdisciplinar foi mencionado como um fator de significativa importância. Destaca-se que a maior parte dos profissionais acredita que a inclusão escolar é para todos e contribui para o desenvolvimento de múltiplas habilidades, entretanto, ainda não ocorre, de fato, em função da falta de profissionais preparados para o atendimento educacional especializado e da falta de um projeto pedagógico que facilite a inclusão escolar.