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7 resultado(s) para: Claudia Gomes

Estilos de aprendizagem e inclusão escolar: uma proposta de qualificação educacional

Claudia Gomes

Rev. Psicopedagogia 2006;23(71):134-144 - Artigo Original

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A esperada escola de qualidade incide em posicionamentos políticos, institucionais e pessoais mais democráticos e exige cada vez mais que as instituições escolares sejam capazes de se especializarem nos estilos de aprendizagem de todos os alunos. Para tanto, este trabalho objetivou caracterizar os estilos de aprendizagem de alunos da rede regular estadual de ensino fundamental de uma cidade da Grande São Paulo. Utilizou-se como instrumento para coleta de dados junto a 15 alunos, um questionário composto por uma Escala de Atitudes, contendo 51 questões fundamentadas no modelo de estilo de aprendizagem proposto por Rita Dunn, que buscaram enfatizar os aspectos ambientais, emocionais, sociológicos e físicos incidentes no processo de aprendizagem desses alunos. Pôde ser constatado que, de modo geral, os estilos individuais dos alunos destoam de muitas das práticas educacionais empregadas em nossas escolas, os procedimentos educacionais parecem interporem-se a todo e qualquer fato externo, inclusive os fatores ambientais. Verificou, ainda, que os estilos de aprendizagem são dissonantes aos processos de ensino, que se aparentam desmotivadores e impulsionam a falta de persistência dos alunos frente aos desafios e conteúdos educacionais apresentados. Conclui-se que a apreciação dos estilos de aprendizagem dos alunos pode vir a alavancar o desenvolvimento de uma política educacional que realmente oficialize uma ação educativa embasada nas construções e singularidades dos alunos frente ao processo de aprendizagem.

Neurociência e o déficit intelectual: aportes para a ação pedagógica

Marlene Cabral de Souza; Claudia Gomes

Rev. Psicopedagogia 2015;32(97):104-114 - Artigo de Revisão

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Considera-se que alunos com déficit intelectuais, dentre os quais destacamos alunos com síndrome de Down, necessitam de intervenções metodológicas que lhes oportunizem o acesso ao conhecimento na escola. Esses alunos em razão das limitações decorrentes de seu desenvolvimento intelectual e cognitivo apontam particularidades quanto à aprendizagem, as quais devem ser consideradas pelo professor. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho classificado como uma pesquisa bibliográfica, visa à compreensão das contribuições que a Neurociência possui para a aprendizagem desse público, em relação às dinâmicas e ações pedagógicas favorecedoras do acesso, permanência e desenvolvimento escolar como fundamentado pelos preceitos da educação inclusiva. As discussões visam avançar no debate da formação e atuação docente com base no reconhecimento das bases científicas cognitivas do aprendizado, e das facetas que compõem o cérebro e suas conexões, e como esses elementos favorecem não só a elaboração de estratégias que minimizem o impacto dos prejuízos decorrentes dos quadros de déficit intelectual, mas acima de tudo posicionem os docentes como agentes centrais no processo de mediação, ação esta que deve ser contemplada com base na compreensão das particularidades e potencialidades desses alunos, a luz dos avanços teóricos, científicos e procedimentais sob os preceitos da neurociência.

Educação, psicologia escolar e inclusão: aproximações necessárias

Claudia Gomes; Vera Lucia Trevisan de Souza

Rev. Psicopedagogia 2011;28(86):185-193 - Artigo de Revisão

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Este artigo tem como objetivo discutir teoricamente algumas carências e desafios da Psicologia na atuação da educação inclusiva. As análises dos estudos teóricos produzidos, assim como das pesquisas científicas divulgadas nos últimos anos, evidenciaram que a Psicologia tem a necessidade de exercer uma atuação contextualizada e reflexiva, e acima de tudo comprometida socialmente com os alunos em processo de inclusão escolar e seus professores. Conclui-se que o impulsionamento para a mudança de paradigma vivenciado nas instituições escolares, para que se tornem espaços inclusivos, exige posicionamentos políticos, pedagógicos e institucionais mais democráticos e com respeito à diversidade humana.

Instituições privadas de ensino: considerações para o processo de inclusão

Claudia Gomes; Vera Lucia Trevisan de Souza

Rev. Psicopedagogia 2009;26(81):415-424 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: O acesso de todos à Educação é um dos processos efetivos para o amplo movimento de inclusão social, no entanto, a contradição decorrente do embate entre o legalmente imposto e divulgado e o realmente possível delimita e amordaça as propostas de inclusão escolar.
MÉTODO: Assim, com o objetivo de explorar os aspectos organizacionais, institucionais e relacionais que sustentam as dinâmicas escolares inclusivas dentro de uma escola particular, este estudo delineado por um paradigma qualitativo de pesquisa contou com a participação de três professoras, sendo uma delas regente do ciclo de Educação Infantil, e duas docentes na 2ª série do Ensino Fundamental, de uma instituição particular da região do ABCD/SP. Como recursos priorizaram-se as observações e os sistemas conversacionais realizados e mantidos na instituição durante os sete meses de acompanhamento diário da pesquisadora à instituição.
RESULTADOS: As informações obtidas e analisadas qualitativamente puderam ser organizadas nos núcleos intitulados: 1) distanciamento de quem pensa e quem executa as ações pedagógicas; 2) realidades vividas em sala de aula.
CONCLUSÃO: Com as discussões dos indicadores construídos e sintetizados pelos núcleos de análise, pôde-se concluir que a proposta de inclusão exige mudanças na estruturação dos processos organizacionais, institucionais e pedagógicos nas escolas, indicando que o sucesso do processo de inclusão escolar depende do desenvolvimento de uma nova cultura organizacional, que possibilite espaços democráticos e criativos aos professores, na construção de ações pedagógicas e relacionais com enfoque na compreensão das diversidades e respeito de suas próprias diferenças e de seus alunos.

Fracassos, representações e exclusões no processo de permanência na escola

Claudia Gomes; Vera Lucia Trevisan de Souza

Rev. Psicopedagogia 2009;26(79):41-47 - Artigo Original

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As ações de inclusão escolar parecem esbarrar ainda na inadequação das práticas pedagógicas que "contemplem, efetivamente, a diversidade". Para tanto, esta pesquisa lançou como objetivo geral explorar as representações compartilhadas pelos profissionais da educação quanto à situação de fracasso dos alunos. Com um delineamento qualitativo de pesquisa, foram participantes do estudo quatro professoras de educação regular de uma escola particular da região do Grande ABCD/SP. Como recursos foram priorizados os sistemas conversacionais firmados entre a pesquisadora e os participantes, durante o período sete meses de visitas diárias realizadas à instituição escolar. As informações obtidas foram, primeiramente, contextualizadas, e posteriormente, elencadas em categorias de indicadores. Pode ser constatado que o indicador central que permeia a prática escolar das profissionais é o que tende a considerar que a "situação de fracasso escolar tem raízes externas às relações escolares", e que essa situação vivenciada é determinante e aniquiladora das potencialidades destes alunos. Esta representação é que vem configurando o sistema organizacional, ao tema específico da inclusão escolar, desconsiderando os alunos em situação de fracasso escolar como sujeitos ativos e potenciais de seu desenvolvimento, fato que vem contrapor-se às divulgadas ações inclusivas e que, consequentemente, distancia cada vez mais estes alunos da possibilidade de assumirem efetivamente novas possibilidades de ações individuais e sociais nas relações de acesso e permanência escolar.

O currículo, a ação e a ilegítima inclusão no ensino fundamental: problematizando a realidade das escolas de Alfenas/MG

Juliana Oliveira Pessoa Araújo; Claudia Gomes

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):294-306 - Artigo Original

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Este estudo visa caracterizar as condições de formação e atuação docente alinhados aos pressupostos da Educação Inclusiva. Para tanto, foram participantes do estudo 63 professoras do Ensino Fundamental, atuantes em 7 escolas do município de Alfenas/MG. A coleta de dados foi feito por meio de questionários compostos por questões de caracterização sociodemográfica, da formação inicial e continuada, assim como pressupostos curriculares, recursos e estratégias pedagógicas consideradas inclusivas. As análises quantitativas dos dados evidenciaram que 79,4% dos professores entrevistados não possuem formação profissional com enfoque em ações inclusivas; 52,4% apontam não possuir domínio de estratégias educacionais com base na premissa, assim como 22,2% indicam atuar com base em um currículo fragmentado e estático que não favorece a articulação das ações com base nos pressupostos inclusivos. Conclui-se que os desafios curriculares, pedagógicos e relacionais das práticas docentes refletem não apenas que a formação deve ser problematizada, mas, acima de tudo, devemos deflagrar qual é a concepção curricular que sustenta o entendimento dos processos políticos, pedagógicos e relacionais das escolas, para a partir disto discutirmos quais os desafios e perspectivas possíveis para a construção de uma ação docente efetivamente integrada, com o desenvolvimento de metodologias colaborativas e participativas, e de fato vinculadas às ações educacionais inclusivas nas escolas públicas.

Colaboração pedagógica na ação inclusiva nas escolas regulares

Claudia Gomes; Cristiane dos Reis Cardoso; Daniele Lozano; Fernanda Vilhena Mafra Bazon; Josiele Giovana de Lucca

Rev. Psicopedagogia 2017;34(104):158-168 - Artigo Original

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Este estudo tem como objetivo discutir as ações profissionais de professores da sala regular e de professores especializados no que concerne aos postulados da educação inclusiva, tendo em vista os desafios e perspectivas para a constituição de uma prática profissional colaborativa. Para tanto, foram participantes do estudo 50 professores da rede regular e nove professores especializados. O conjunto de dados foi constituído por meio de entrevista semiestruturada, que versou sobre espaços formativos, experiências e atuação profissional na temática inclusiva, assim como a concordância e concepções sobre o tema. A análise das informações foi organizada em dois eixos: "Atuação individual e (des) comprometida na educação inclusiva" e "Necessária parceria de trabalho pedagógico para a educação inclusiva". Os resultados apontaram que, de modo geral, os professores não indicam um reconhecimento efetivo das ações educacionais inclusivas; demonstram que suas ações profissionais são embasadas em atuação individual e isolada, distante dos postulados de uma ação colaborativa; assim como mostraram concordância e concepções que se contrapõem à estruturação de novas ações profissionais. Conclui-se que a premissa da instauração de novos modelos de atuação profissional para a educação inclusiva depende do desenvolvimento do protagonismo dos docentes envolvidos neste processo, a fim de que efetivem ações profissionais atreladas aos princípios de acesso, permanência e aprendizagem a todos os alunos.