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3 resultado(s) para: Claudia Broetto Rossetti

Inclusão: um enfoque piagetiano sobre as relações de amizade no contexto escolar

Lorena Santos Ricardo; Claudia Broetto Rossetti

Rev. Psicopedagogia 2012;29(90):301-312 - Artigo Original

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Objetivou-se investigar se há diferença no conceito de amizade, no respeito às diferenças e nos relacionamentos entre pares no contexto escolar, entre 17 crianças que estudam com um autista em classe inclusiva (CI) e 17 que estudam em classe não-inclusiva (CNI), todas com idade entre 7-8 anos. Para a coleta de dados foram criados catorze cartões com desenhos de crianças em diversas situações, para que cada participante indicasse se aquelas crianças poderiam ou não ser amigas. Também foi utilizado um roteiro de entrevista baseado no método clínico Piagetiano. A maioria dos participantes define "amizade" e percebe o diferente de forma semelhante, embora os alunos da CI pareçam mais dispostos a respeitar e se relacionar com estes. Os dados apontam para a necessidade de incentivo à amizade e ao respeito às diferenças no contexto escolar, uma vez que isso contribui para o desenvolvimento social das crianças.

Prática de jogos eletrônicos por crianças pequenas: o que dizem as pesquisas recentes?

Larissy Alves Cotonhoto; Claudia Broetto Rossetti

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):346-357 - Artigo de Revisão

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O estudo teve como objetivo realizar uma revisão da literatura brasileira publicada na última década sobre a prática de jogos eletrônicos na primeira infância. As publicações, selecionadas em bases de dados eletrônicas, somaram 20 referências entre artigos publicados em periódicos brasileiros de Educação e Psicologia com Qualis (n=18) e duas dissertações. A análise dos dados focalizou a natureza dos trabalhos, a faixa etária da população-alvo, o modelo teórico-metodológico, os objetivos das investigações e os resultados apontados. Os resultados demonstraram uma produção escassa para a interface jogos eletrônicos e educação infantil. Dentre as publicações encontradas, predomina a área de Educação. A Psicologia do Desenvolvimento tem muito a contribuir com os conhecimentos acerca das implicações dos jogos eletrônicos e videogames no desenvolvimento infantil.

Inventário das brincadeiras e jogos de crianças em diferentes municípios do estado do Espírito Santo

Claudia Broetto Rossetti; Taísa Rodrigues Smarssaro; Tatiana Lecco Pessotti

Rev. Psicopedagogia 2009;26(81):388-395 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: Legítimos depositários da cultura de transmissão oral infantil, as brincadeiras e os jogos têm despertado o interesse de muitos pesquisadores no Brasil e no mundo. Assim, objetiva-se investigar o panorama atual da prática de jogos e brincadeiras em diferentes municípios do estado do Espírito Santo.
MÉTODO: Foram realizadas 205 observações de atividades lúdicas de crianças com idades aproximadas entre sete e 12 anos, sendo 105 no interior do estado e 100 na Grande Vitória. Além disso, uma parte dessas mesmas crianças respondeu a uma entrevista sobre preferências e práticas lúdicas, perfazendo um total de 20 entrevistas na Grande Vitória e 31 no interior do estado. Os participantes foram observados e entrevistados enquanto brincavam e jogam em locais como ruas, escolas, praças públicas, parques, praias e casas. As brincadeiras e os jogos foram fotografados com o fim de registro dos mesmos.
RESULTADOS: Os jogos e brincadeiras mais observados tanto na Grande Vitória quanto no interior foram as modalidades de futebol. Do total de participantes das entrevistas, 27 eram meninos e 24, meninas. O futebol aparece como atividade lúdica preferida de 66,7% dos meninos, enquanto a boneca foi mencionada por 25% das meninas. O pique foi preferido como brincadeira de ambos os sexos.
CONCLUSÃO: Observou-se uma coexistência bastante frequente entre as brincadeiras e jogos tradicionais e diversas atividades lúdicas que envolvem o uso de novas tecnologias, como os computadores, o que parece contribuir para desmistificar a ideia vigente de que as crianças de hoje não praticam mais brincadeiras e jogos tradicionais como as de antigamente.