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3 resultado(s) para: Ana Paula Prust

Avaliação de crianças pré-escolares: relação entre testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade

Ana Paula Prust Pereira; Camila Barbosa Riccardi León; Natália Martins Dias; Alessandra Gotuzo Seabra

Rev. Psicopedagogia 2012;29(90):279-289 - Artigo Original

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Funções executivas (FE) referem-se às habilidades necessárias para planejar, iniciar, realizar e monitorar comportamentos intencionais. Incluem inibição, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, atenção seletiva, planejamento e organização e, de forma geral, são habilidades fundamentais à aprendizagem e ao comportamento autorregulado. As FE podem estar comprometidas em alguns distúrbios do desenvolvimento, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Perante esse panorama e pautando-se na crescente ênfase da literatura sobre a importância da avaliação precoce, esta pesquisa investigou as relações entre desempenho em testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade em crianças pré-escolares de amostra não-clínica. Participaram 85 crianças de uma escola municipal de Educação Infantil da Grande SP, com idades entre quatro e seis anos, avaliadas no Teste de Trilhas para pré-escolares (TT-PE) e no Teste de Atenção por Cancelamento (TAC). Pais e professores responderam à SNAP-IV. As crianças com maiores índices de desatenção e hiperatividade, conforme relato dos pais, tenderam a apresentar piores desempenhos no TAC e aquelas com maiores índices de desatenção e hiperatividade, conforme relato dos professores, tenderam a apresentar piores desempenhos em diversas medidas do TAC e TT-PE. As relações entre desempenho nos testes e indicadores desatenção e hiperatividade tenderam a ser mais consistentes quando consideradas as respostas dos professores do que as dos pais. O estudo evidenciou que as relações entre desempenho em testes de FE e indicadores de desatenção e hiperatividade podem ser observadas desde idades precoces, em amostras não-clínicas, contribuindo para a discussão sobre avaliação e identificação precoce.

Educação infantil e desempenho cognitivo e socioemocional

Ágata Almeida; Ana Paula Prust; Grace Zauza; Leila Santos Batista; Alessandra Gotuzo Seabra; Natália Martins Dias

Rev. Psicopedagogia 2018;35(108):281-295 - Artigo Original

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O estudo investigou a relação entre tempo de escolarização (em meses) e desempenho em medidas cognitivas e de habilidades socioemocionais. Participaram 125 crianças (M=5,57; DP=0,53), 55 de Pré-II e 70 de 1º ano de escolas públicas, avaliadas em raciocínio não verbal, vocabulário, atenção e funções executivas. Pais preencheram questionário de informações e o SDQ, utilizado como índice de habilidades socioemocionais. Houve grande variabilidade no tempo de escolarização. Houve efeito do nível escolar, porém não de variáveis socioeconômicas, sobre o desempenho das crianças. Apenas três correlações foram evidenciadas entre tempo de escolarização e desempenho, sendo que duas apontaram que crianças com maior tempo de escolarização possuem piores resultados. A qualidade da Educação Infantil é discutida como elemento explicativo destes achados, reforçando discussões atuais de que currículos escolares devem ser baseados em evidências científicas.

Como avaliar a escrita? Revisão de instrumentos a partir das pesquisas nacionais

Camila Barbosa Riccardi León; Talita de Cassia Batista Pazeto; Gabriela Lamarca Luxo Martins; Ana Paula Prust Pereira; Alessandra Gotuzo Seabra; Natália Martins Dias

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):331-345 - Artigo de Revisão

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A escrita é uma habilidade complexa e essencial para a inserção social. A partir do referencial teórico da psicologia cognitiva e da neuropsicologia, destacam-se três componentes da escrita, a saber, ortografia, grafia e produção textual. Para que haja um processo de avaliação adequado, é necessário compreender o construto e seus componentes fundamentais, bem como conhecer os instrumentos de avaliação disponíveis. Este estudo objetivou fazer uma revisão da literatura sobre os instrumentos de avaliação da escrita a partir de pesquisas nacionais (2009-2014), identificando quais componentes tais instrumentos avaliam. Utilizaram-se as bases BVS-Psi, PEPSIC e SciELO. Segundo os critérios estabelecidos, selecionaram-se 95 artigos. Houve predomínio de publicações em periódicos de fonoaudiologia, psicopedagogia, educação e psicologia. Grande parte das pesquisas incluiu populações de desenvolvimento típico, tendo como foco crianças, sobretudo no curso do Ensino Fundamental I. Nos artigos, foram descritos 37 instrumentos de avaliação, dos quais 23 foram identificados como disponíveis. Destes, houve predomínio de testes que mensuram aspectos ortográficos, enquanto os aspectos gráficos e de produção textual foram menos abordados. Uma das lacunas identificadas refere-se à disponibilidade de instrumentos para a avaliação de adolescentes e adultos. O levantamento realizado serve a profissionais, informando-os acerca de instrumentos disponíveis no âmbito nacional, e a pesquisadores da área, na medida em que resume o panorama atual e aponta áreas de carência de instrumental. Faz-se necessário ampliar a discussão suscitada por esta revisão e avaliar a qualidade psicométrica dos instrumentos disponíveis.