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8 resultado(s) para: Alessandra Gotuzo Seabra

Desenvolvimento de habilidades atencionais em estudantes da 1ª à 4ª sério do ensino fundamental e relação com rendimento escolar

Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla; Natália Martins Dias

Rev. Psicopedagogia 2008;25(78):198-211 - Artigo Original

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A atenção possibilita a filtragem e a seleção da informação, estando presente em praticamente todas as ações e processos mentais do indivíduo. Considerando o tipo de processamento envolvido, é classificada em atenção seletiva, dividida, alternada e sustentada. Alterações atencionais podem levar à desorganização em atividades cotidianas, estando também relacionadas a baixo rendimento acadêmico. Este estudo objetivou investigar o desenvolvimento de habilidades atencionais em crianças e a relação desta capacidade com o rendimento escolar. Participaram 407 estudantes da 1ª à 4ª série do ensino fundamental de uma escola pública do interior de SP, com idades entre 6 e 15 anos, ambos os sexos, avaliados coletivamente no Teste de Atenção por Cancelamento (TAC) e Teste de Trilhas - partes A e B (TT). Anova, considerando os acertos em TAC total, revelou aumento dos escores nas séries sucessivas entre 2ª e 4ª série. A terceira parte do teste foi a que melhor discriminou entre as séries, havendo diferenças significativas entre todas elas. Para TT, parte A, Anova evidenciou aumento nos escores da 1ª à 3ª série; na parte B, a análise evidenciou que o teste discriminou somente a 4ª série das demais. Houve correlações significativas entre os testes utilizados, e entre estes e o rendimento escolar. Os resultados sugerem que algumas habilidades atencionais são já observadas na 1ª série, outras mais complexas podem se desenvolver mais tardiamente. Além disso, os dados suportam que os construtos mensurados são relacionados, porém diferentes, e que a atenção pode exercer importante papel no rendimento escolar do aluno.

Avaliação e intervenção metafonológica em distúrbio da linguagem escrita

Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla; Ingrid Suiter; Fernando César Capovilla

Rev. Psicopedagogia 2004;21(64):57-68 - Artigo Original

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Estudos recentes sugerem que habilidades de processamento metafonológico são fundamentais para a competência de leitura e escrita, sendo que alterações nesse processamento podem acarretar dificuldades severas de alfabetização. Neste estudo de caso foi feita intervenção com um aluno que, aos 9 anos de idade e cursando a 1ª série pela segunda vez, apresentava severas dificuldades de leitura e escrita. Foram descritos seus desempenhos pré e pós-intervenção, bem como seu progresso ao longo das atividades de intervenção metafonológica, que visavam desenvolver a consciência fonológica e ensinar as correspondências grafofonêmicas do português. Após a intervenção, o aluno obteve ganhos brutos em todos os testes e ganhos relativos em comparação à classe em leitura, escrita, consciência fonológica, memória fonológica de curto-prazo e aritmética, o que sugere que o procedimento de intervenção metafonológica foi eficaz para auxiliar seu processo de alfabetização.

Avaliação de crianças pré-escolares: relação entre testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade

Ana Paula Prust Pereira; Camila Barbosa Riccardi León; Natália Martins Dias; Alessandra Gotuzo Seabra

Rev. Psicopedagogia 2012;29(90):279-289 - Artigo Original

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Funções executivas (FE) referem-se às habilidades necessárias para planejar, iniciar, realizar e monitorar comportamentos intencionais. Incluem inibição, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, atenção seletiva, planejamento e organização e, de forma geral, são habilidades fundamentais à aprendizagem e ao comportamento autorregulado. As FE podem estar comprometidas em alguns distúrbios do desenvolvimento, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Perante esse panorama e pautando-se na crescente ênfase da literatura sobre a importância da avaliação precoce, esta pesquisa investigou as relações entre desempenho em testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade em crianças pré-escolares de amostra não-clínica. Participaram 85 crianças de uma escola municipal de Educação Infantil da Grande SP, com idades entre quatro e seis anos, avaliadas no Teste de Trilhas para pré-escolares (TT-PE) e no Teste de Atenção por Cancelamento (TAC). Pais e professores responderam à SNAP-IV. As crianças com maiores índices de desatenção e hiperatividade, conforme relato dos pais, tenderam a apresentar piores desempenhos no TAC e aquelas com maiores índices de desatenção e hiperatividade, conforme relato dos professores, tenderam a apresentar piores desempenhos em diversas medidas do TAC e TT-PE. As relações entre desempenho nos testes e indicadores desatenção e hiperatividade tenderam a ser mais consistentes quando consideradas as respostas dos professores do que as dos pais. O estudo evidenciou que as relações entre desempenho em testes de FE e indicadores de desatenção e hiperatividade podem ser observadas desde idades precoces, em amostras não-clínicas, contribuindo para a discussão sobre avaliação e identificação precoce.

Avaliação de vocabulário expressivo e receptivo na educação infantil

Fernanda Ferracini; Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla; Natália Martins Dias; Fernando César Capovilla

Rev. Psicopedagogia 2006;23(71):124-133 - Artigo Original

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Problemas com desenvolvimento da linguagem oral podem indicar a existência de distúrbios específicos de linguagem, tais como disfasia e dislexia, ou risco de apresentar esses distúrbios. Quando tais problemas são detectados precocemente, procedimentos terapêuticos específicos podem ser empregados para prevenir a ocorrência dos distúrbios ou reduzir a gravidade dos sintomas. A eficácia da detecção precoce pode ser aumentada pelo uso de instrumentos padronizados para avaliar diferentes componentes do desenvolvimento da linguagem, tais como vocabulários receptivo e expressivo. Participaram deste estudo 122 crianças, de três a cinco anos de idade. O vocabulário receptivo foi avaliado via Teste de Vocabulário por Imagens Peabody (TVIP), e o vocabulário expressivo, via Lista de Avaliação de Vocabulário Expressivo de Rescorla (Lave), cujas pontuações foram analisadas como função da idade, tendo o nível de inteligência (avaliado via Escala de Maturidade Mental Colúmbia) como covariante. Com base no alfa de Cronbach e no método de divisão em metades de Spearman-Brown, resultados indicaram que TVIP e Lave são bastante precisos. ANOVAS revelaram aumento significativo nas pontuações do TVIP e da Lave como função da idade. ANCOVAS tendo nível de inteligência como covariante revelaram aumento significativo na pontuação no TVIP com a idade, mas não na pontuação da Lave com a idade, devido à ocorrência de efeito de teto. Tais resultados sugerem que o TVIP é adequado para avaliar o vocabulário receptivo na faixa etária dos três aos cinco anos, e que a Lave parece mais adequada para faixa etária inferior.

Funções executivas e desempenho escolar em crianças de 6 a 9 anos de idade

Camila Barbosa Riccardi León; Camila Cruz Rodrigues; Alessandra Gotuzo Seabra; Natália Martins Dias

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):113-120 - Artigo de Pesquisa

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INTRODUÇÃO: Funções Executivas (FE) são um conjunto de habilidades cognitivas necessárias para aprender coisas novas, raciocinar ou concentrar-se diante de um ambiente distrator. Podem ser organizadas de diferentes formas de acordo com a literatura, incluindo FE principais (flexibilidade cognitiva, controle inibitório e memória de trabalho) e FE mais complexas (resolução de problemas, raciocínio e planejamento).
OBJETIVO: O presente estudo buscou investigar a relação entre FE e desempenho acadêmico de crianças entre 6 e 9 anos de uma escola pública.
MÉTODO: Participaram do estudo 40 crianças avaliadas por meio de um instrumento funcional (IFERI), respondido por pais e professores, sobre as funções executivas observadas em atividades e comportamentos do dia-a-dia da criança. Os resultados foram correlacionados com o desempenho escolar, representado pela média das notas bimestrais do ano letivo de 2012, considerando as disciplinas avaliativas de cada ano escolar (matemática e português para 1os e 2os anos, acrescentando história, geografia e ciências para os 3os anos).
RESULTADOS: Verificou-se que as crianças avaliadas por seus pais e professores como possuindo melhores habilidades executivas possuem também melhor desempenho escolar, mesmo em fases iniciais do Ensino Fundamental.
CONCLUSÕES: As relações diferenciais entre desempenho escolar e as escalas preenchidas por pais e professores sugerem que esses últimos podem estar em melhores condições de avaliar tais habilidades, o que pode ser devido à sua formação que lhe provê algum conhecimento acerca do desenvolvimento infantil e de quais comportamentos seriam ou não apropriados para determinada faixa etária.

Avaliação de habilidades preliminares de leitura e escrita no início da alfabetização

Talita de Cassia Batista Pazeto; Camila Barbosa Riccardi León; Alessandra Gotuzo Seabra

Rev. Psicopedagogia 2017;34(104):137-147 - Artigo Original

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Habilidades preliminares de leitura e escrita envolvem a capacidade de reconhecimento das letras e sons do alfabeto e a capacidade de codificar e decodificar letras, sílabas ou palavras isoladas. Evidências sugerem que sua aquisição é determinante para o posterior sucesso acadêmico ao longo da educação básica, reiterando a importância da avaliação precoce. Considerando a escassez de instrumentos de avaliação nacionais, o objetivo deste estudo é apresentar e disponibilizar o Teste de Leitura e Escrita (TLE) e a Tarefa de Reconhecimento das Letras e Sons (TRLS) como alternativas padronizadas de avaliação de habilidades preliminares de leitura e escrita para crianças logo ao início da alfabetização. Participaram dessa pesquisa 90 crianças, com idade média de 4,91 anos, matriculadas no Jardim I e II de uma escola particular da região central da cidade de São Paulo. Para avaliação da linguagem escrita, foram utilizados o TLE e a TRLS. Para avaliação de habilidades de linguagem oral, foram utilizados quatro instrumentos: Prova de Consciência Fonológica por Produção Oral, Teste de Vocabulário por Imagem Peabody, Teste Infantil de Nomeação e Teste de Repetição de Palavras e Pseudopalavras. Os resultados corroboram a literatura da área, evidenciando que as habilidades de linguagem oral e escrita tendem a aumentar com a progressão escolar e que as mesmas encontram-se estatisticamente associadas intra e entre domínios. Espera-se, com este estudo, contribuir para possibilitar a avaliação e a identificação de prejuízos em habilidades preliminares em leitura e escrita no início da alfabetização e, como consequência, a introdução de intervenções em idades precoces.

Habilidades de leitura e escrita de crianças na recuperação do ciclo I: divergências entre avaliação de professores e resultados em testes padronizados

Maria Cristina Triguero Veloz Teixeira; Chi Kow Mei; Alessandra Gotuzo Seabra; Deisy Ribas Emerich; Elizeu Coutinho de Macedo

Rev. Psicopedagogia 2010;27(83):202-213 - Artigo Original

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No Brasil, as Classes de Recuperação de Ciclos são destinadas a desenvolver habilidades deficitárias dos alunos. Esse estudo verificou os possíveis ganhos em leitura e escrita de 23 crianças inseridas na Recuperação do Ciclo I do Ensino Fundamental de uma escola pública de São Paulo. Os alunos foram avaliados no final do 2º e do 4º semestre. O professor fez a avaliação tradicional e os pesquisadores usaram os seguintes testes: Competência de Leitura de Palavras, Compreensão de Sentenças Escritas e Nomeação de Figuras por Escrita. Foram observados ganhos significativos apenas na avaliação feita pelos professores. Análises não revelaram aumento entre as duas avaliações com uso dos testes. Os principais resultados sugerem a utilização da rota fonológica para leitura e escrita, sem a utilização da rota lexical. Todos os participantes tiveram promoção automática para a 5ª série do ensino fundamental, mesmo não apresentando nível mínimo de leitura.

Como avaliar a escrita? Revisão de instrumentos a partir das pesquisas nacionais

Camila Barbosa Riccardi León; Talita de Cassia Batista Pazeto; Gabriela Lamarca Luxo Martins; Ana Paula Prust Pereira; Alessandra Gotuzo Seabra; Natália Martins Dias

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):331-345 - Artigo de Revisão

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A escrita é uma habilidade complexa e essencial para a inserção social. A partir do referencial teórico da psicologia cognitiva e da neuropsicologia, destacam-se três componentes da escrita, a saber, ortografia, grafia e produção textual. Para que haja um processo de avaliação adequado, é necessário compreender o construto e seus componentes fundamentais, bem como conhecer os instrumentos de avaliação disponíveis. Este estudo objetivou fazer uma revisão da literatura sobre os instrumentos de avaliação da escrita a partir de pesquisas nacionais (2009-2014), identificando quais componentes tais instrumentos avaliam. Utilizaram-se as bases BVS-Psi, PEPSIC e SciELO. Segundo os critérios estabelecidos, selecionaram-se 95 artigos. Houve predomínio de publicações em periódicos de fonoaudiologia, psicopedagogia, educação e psicologia. Grande parte das pesquisas incluiu populações de desenvolvimento típico, tendo como foco crianças, sobretudo no curso do Ensino Fundamental I. Nos artigos, foram descritos 37 instrumentos de avaliação, dos quais 23 foram identificados como disponíveis. Destes, houve predomínio de testes que mensuram aspectos ortográficos, enquanto os aspectos gráficos e de produção textual foram menos abordados. Uma das lacunas identificadas refere-se à disponibilidade de instrumentos para a avaliação de adolescentes e adultos. O levantamento realizado serve a profissionais, informando-os acerca de instrumentos disponíveis no âmbito nacional, e a pesquisadores da área, na medida em que resume o panorama atual e aponta áreas de carência de instrumental. Faz-se necessário ampliar a discussão suscitada por esta revisão e avaliar a qualidade psicométrica dos instrumentos disponíveis.